Neste Natal


Aproximo-me da janela, vejo as estrelas no céu e elas me anunciam o nascimento do Menino Deus.
Os pensamentos voltam-se ao passado, as lembranças de tudo que vivi, o quanto sorri e o quanto chorei, mas a certeza que de alguma forma testemunhei o amor maior.
Neste Natal, fico a esperar pela noite iluminada e ela vem trazendo-me dias esperança, de alegrias e de lutas. Então, vou procurar entender os tristes e converter suas lágrimas em esperanças.
Com o amor, vou procurar semear cada amanhecer, fazer de meus dias; dias produtivos;
dias em que eu leve à face tocada pela lágrima, o sorriso da esperança e da paz.
Vou a busca das palavras e, fazer delas instrumento de união e de entendimento.
Quero rejeitar a ofensa, a mentira e a falsidade. Quero que minha alma se sinta em comunhão com o Deus Emanuel.
Quero semear em cada lar, palavras de união, para que as crianças possam sorrir livremente, para que o amor desponte em cada coração e vença de vez o medo e a indiferença.
Que nesta noite santa, minha prece suba aos céus em forma de um pedido e possa ser atendida com a abundância do amor e da paz;
Que esta noite de encanto adentre a todos os lares, a todos os lugares, que desde o coração do governante ao coração do mendigo seja tomado pela esperança, pelo amor e pela paz.

Irmã Maria Helena Teixeira

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Assembleia Regional de Catequese


Com o Tema: CATEQUESE DE INICIAÇÃO CRISTÃ, RECUPERANDO AS BASES DA FÉ, A PRÁTICA DE JESUS E A INSERÇÃO NA COMUNIDADE, a Assembleia que aconteceu nos dias 22 a 24 de novembro de 2013 no CENE em Cuiabá, contou com a valiosa  participação de 63 pessoas das 10 Dioceses e prelazias.
O envolvimento e interesse dos participantes foi excelente, houve contribuição de todos e os temas fluíram com tranquilidade.
Os assessores foram: Dom Juventino kestering, Ir. M. Helena Teixeira e Osmindo da Equipe Regional de Catequese.
As celebrações bem preparadas deram o tom da mística nestes dois dias.

Oxalá, todos os catequistas coloquem em prática, aquilo que refletiram e rezaram para que a nossa Catequese seja rica e eficaz.

Quem é o Missionário


É alguém muito humano, que, como Maria, possui traços divinos de Deus.
É alguém que foi tocado pelo olhar profundo de Jesus de Nazaré, seduzido por Ele e, abandou tudo para segui-lo.
É alguém que, por amor a Deus e aos irmãos, é capaz de deixar tudo: pais, irmãos amigos, pátria... e, caminha tranquilo nas pegadas do Mestre.
É alguém que entrega a vida, tempo e energias pela salvação da humanidade. Por isso, se necessário for, enfrenta até o martírio.

É alguém que, na história e na cultura de cada povo, sabe ler os sinais dos tempos e anuncia-lhe a Boa Nova de Jesus.
É alguém que luta pela libertação de todo o ser humano, oprimido pela miséria, pela dor e pela ganância dos poderosos.
É alguém que possui um coração grande e forte, sensível e aberto, capaz de amar os irmãos de todas as raças, povos e nações.
É alguém que tem como casa o mundo. O caminho movido por uma enorme paixão: o Reino a ser construído nas terras onde Jesus Cristo não foi anunciado.

É alguém que, impulsionado por uma forte e contínua experiência de Deus, não dorme enquanto toda a humanidade não confessar: “Jesus Cristo é o Senhor!”.
É alguém que nunca desanima diante das dificuldades, convicto de que a missão é de Deus e que, como prometeu, nunca abandonará seus bons operários.
É alguém que “reza e faz o povo sentir saudades de Deus”.
É alguém que abre caminhos, aplaina veredas e aponta direções.

É alguém que, alimentando-se do Pão da Palavra e da Eucaristia, abraça a vontade de Deus e traz nas mãos a vitória do Ressuscitado.
É alguém que anseia por tornar este mundo mais humano, mais justo e mais fraterno, conforme os sonhos de Deus.
É alguém apaixonado por Deus e por tudo o que faz.


Irmã Maria Helena Teixeira

Congresso da Catequese em Roma


Roma, 27 de Setembro de 2013

Hoje foi um dia intenso e maravilhoso, pois no final do congresso tivemos a presença simples e afetuosa do Papa Francisco que nos trouxe uma mensagem de uma Igreja catequética itinerante, que não pode ter medo de ir às periferias, pois ali Deus está. Que  não deve se fechar, mas se colocar na estrada, preferindo correr o risco de acidentes, do que viver fechado, que pode conduzir a uma Igreja doente.

Com a conferência: “Memória Fidei”: O dinamismo do ato da fé (memória, evento, profecia) realizada pelo Prof. Pe. Pierangelo Sequeri, Presidente da Faculdade Teológica da Itália (Milão) nos foi apresentado que a memória Jesus é o primeiro e fundamental elemento constitutivo da memória fidei da Igreja, transmitida de geração em geração e anunciada em todos os cantos da terra: Na  confissão da fé, na celebração dos sacramentos,  no caminho das comunidades, na pregação. É impossível comunicar a fé cristã em Deus sem alargar a memória evangélica de Jesus e a memória apostólica da fé N’Ele. (DV 5-6)

Foram destacados alguns pontos:
A memória Jesus como princípio e norma: a revelação como evento inclusivo da fé apostólica;
A memória fidei como argumento da lealdade intelectual e da coerência teológica da didaskalia;
A escritura evangélica como dispositivo metodológico da correlação da história de Jesus e o acesso à fé;
Memória, didaskalia, profecia. O exercício da esperança dos seus fiéis a cerca do evento de Deus na história.

A conferência proferida pelo Pe. Robert Dodaro, O.S.A., Presidente do Instituto Patrística Agostiniano da Pontifícia Universidade Lateranense, teve por tema “Traditio e Redditio Symboli”. O nosso sim a Deus. Nos fez refletir sobre a questão de como se pode pensar a tradição da Igreja com métodos e linguagens adaptados ao tempo e a cultura em que vivemos. Esta questão ilustra duas aplicações da antiga doutrina retórica grega e latina da propriedade lingüística como uma técnica sistematicamente empenhada pelos padres da Igreja.

No campo catequético é preciso adaptar o ensino da Igreja à condição atual das pessoas de hoje. Superando o estilo e o monopólio e influência retórica da mídia moderna que prevalece sobre a mensagem cristã. A  Igreja não precisa criar meios de comunicação para competir com a “mass mídia”, mas precisa conhecer a técnica e adaptar sua linguagem, anunciando a mensagem cristã. Somente assim se pode transmitir um ensino católico e comunicar com sucesso a imagem do Deus amor.

A conferência “Credibilidade da fé: O retorno da fé a razão da transmissão da fé”, proferida pelo Pe. Krzysztof Kauch docente de teologia fundamental de Lublino, Polônia. Nos apresentou  sua reflexão a partir de dois pontos. A relação entre fé, razão e ciência. A explicação do Papa João Paulo II sobre a crescente secularização. Não é a fé da Igreja que deve se adaptar ao hoje,  mas a cultura ocidental moderna que deve se renovar, que necessita de um novo espírito, uma nova esperança para sobreviver.

“Por uma Pedagogia do ato da fé” proferida pela Dra. Jem Sullivan, docente de catequética na Pontifícia Faculdade da Imaculada Conceição da Casa Dominicana de Estudos – Washington destacou que a catequese, enquanto comunicação da divina revelação, se inspira radicalmente na Pedagogia de Deus, de Cristo e da Igreja.

“Traditio Verbi: Harmonia entre Escritura, Tradição e Magistério” com o Pe. Alberto Franzini, pároco em Cremona, Itália. Nos apontou o tema da natureza da revelação nos seguintes tópicos:
A natureza da revelação segundo a Dei Verbum;
Revelação e Igreja
Tradição e Escritura
Igreja e Magistério

Com o Prof. Joel Molinário, teólogo e diretor do Instituto Superior de Pastoral Catequética de Paris, refletimos sobre o tema da “Acolhida do Catecismo da Igreja Católica na Catequese. Experiências e critérios para uma plena reinserção”. A partir do Concilio Vaticano II, do ano da fé e do Sínodo sobre a Nova Evangelização refletiu alguns pontos:
O CIC e o Vaticano II;
O CIC e o Ano da Fé;
O CIC  e a Nova Evangelização.

O professor Joel mal conseguiu terminar de proferir sua fala, pois o Papa Francisco apareceu no fundo da sala Paulo VI antes do horário previsto provocando uma grande agitação em toda assembléia, com jeito descontraído andou pelo corredor e cumprimentou a todos por mais de 25 minutos. Segue abaixo o seu discurso.

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO
Eu gosto desta idéia do Ano da Fé, um encontro para vocês, catequistas. Eu também sou catequista! A catequese é um dos pilares para a educação da fé, e é preciso bons catequistas! Obrigado por este serviço à Igreja e na Igreja. Embora às vezes pode ser difícil, vocês trabalham demais, vocês se envolvem e nem sempre vêem os resultados desejados, o processo de educação na fé é lindo! É talvez o melhor legado que podemos deixar: a fé! Educar na fé, é importante porque você cresce. Ajudar as crianças,  jovens, adultos a conhecer e a amar o Senhor mais e mais. É preciso "Ser" catequistas! É vocação. Não é um trabalho que se espera algo em troca: isso não precisa! Eu trabalho como catequista, porque eu amo ensinar... Mas se você não é catequista, não é! Você não será frutífero, não pode ser frutífero! Catequista é uma vocação: "ser catequista", esta é a vocação, não funcionam como catequista. Lembre-se, eu não disse "fazer" os catequistas, mas o "ser", pois envolve a vida. Você dirige para o encontro com Cristo em suas palavras e vida, com o testemunho. Lembre-se que Bento XVI nos disse: "A Igreja não cresce por proselitismo. Ela cresce por atração ". E o que atrai testemunha. Ser catequista é dar testemunho da fé, ser coerente na sua vida. E isso não é fácil. Não é fácil! Nós ajudamos, nós dirigimos ao encontro com Cristo em suas palavras e vida, com o testemunho. Eu gostaria de lembrar que São Francisco de Assis disse a seus irmãos: "Pregar o Evangelho sempre e, se necessário, com as palavras." As palavras são..., mas antes o testemunho: que as pessoas vêem em nossas vidas do Evangelho, pode ler o Evangelho. E "ser" pede catequistas para amar, o amor mais forte e mais difícil de Cristo, o amor de seu povo santo. E este amor não pode ser comprado em lojas, não se  compra, aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um dom de Cristo! E se se trata de Cristo começa com Cristo e devemos recomeçar a partir de Cristo, por meio do amor que Ele nos dá, o que isso significa Partir de Cristo para os catequistas, para você, para mim, já que sou um catequista? O que isso significa?

Vou falar sobre três coisas: um, dois e três, como fizeram os antigos jesuítas... um, dois, três!

1. Primeiro de tudo, recomeçar a partir de Cristo significa estar familiarizado com Ele, ter essa familiaridade com Jesus: Jesus recomenda aos seus discípulos na Última Ceia, quando você começa a viver o maior dom do amor, do sacrifício da Cruz. Jesus usa a imagem da videira e dos ramos e diz permanecereis no meu amor, fique ligado em mim, como um ramo está ligado à videira. Se estivermos unidos a Ele, podemos dar frutos, e esta é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus! É um apegar a Ele, n'Ele, com Ele, falando com ele: permanece em Jesus.

A primeira coisa que um discípulo deve fazer, é estar com o Mestre, ouvi-lo, aprender com ele e isso é sempre, é uma jornada que dura a vida inteira. Lembro-me muitas vezes que na diocese que eu tinha antes, eu vi no final dos cursos muitos catequistas  que saíram dizendo: "Tenho o título de catequista". Isso não ajuda, você não tem nada, você fez uma pequena rua! Quem vai te ajudar? Isto é verdade para sempre! Não é um título, é uma atitude: para estar com Ele, e dura uma vida! É um ficar na presença do Senhor, que Ele olha eu pergunto: Como é a presença do Senhor? Quando você vai para o Senhor, olhe para o Tabernáculo, o que você faz? Sem palavras... Mas eu digo, eu digo, eu acho, eu medito, sinto-me... muito bemm! Mas deixe-se olhar pelo Senhor? Vejamos o olhar do Senhor. Ele olha para nós e esta é uma maneira de rezar. Você deixa-se olhar pelo Senhor? Mas como? Olhe para o Tabernáculo, e deixe-se olhar... é simples! É um pouco "chato, eu caio no sono... Dormindo, dormindo! Ele vai olhar para você mesmo. Mas você tem certeza de que Ele está vendo você! E isso é muito mais importante do que o título de catequista: é parte do Ser catequista. Isso aquece o meu coração, mantém o fogo da amizade com o Senhor, Ele faz você sentir que o Senhor realmente olha, está perto de você e te ama. Em uma das visitas que eu fiz, aqui em Roma, em uma missa, aproximou-se um homem, relativamente jovem, e me disse: “Papa, prazer em conhecê-lo, mas eu não acredito em nada! Eu não tenho o dom da fé”. Ele entendeu que era um presente. "Eu não tenho o dom da fé! O que ele me diz?". Respondi: "Não desanime. Ele ama você. Deixe-se olhar por Ele! Nada mais." E eu digo isso a vocês:  olhem para o Senhor! Eu entendo que para vocês não é tão fácil, especialmente para aqueles que são casados ​​e têm filhos, é difícil encontrar um tempo para se acalmar. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer tudo da mesma forma, há variedade de vocações na Igreja e variedade de formas espirituais, o importante é encontrar uma forma adequada para estar com o Senhor , e isso pode ser, você pode em todos os estados de vida. Neste momento, todos podem perguntar: Como posso viver este "estar" com Jesus? Esta é uma pergunta que eu deixo para vocês: "Como posso viver e estar com Jesus, este permanecer em Jesus?". Tenho momentos em que eu vou ficar na sua presença, em silêncio, eu me deixei olhar por Ele? Ele é fogo que aquece o meu coração? Se em nossos corações há o calor de Deus, seu amor, sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, aquecer os corações dos outros? Pense sobre isso!

2. O segundo elemento está presente. Em segundo lugar, começar de novo a partir de Cristo significa  imitá-lo, ir ao encontro do outro. Esta é uma bela experiência, e um pouco algo de “paradoxal”. Por quê? Porque aqueles que colocam Cristo no centro de suas vidas, está fora do centro! Quanto mais você se junta a Jesus, Ele se torna o centro de sua vida, mais Ele faz você sair de si mesmo, você descentraliza e abre para os outros. Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus! Deus é o centro, mas é sempre o dom de si, o relacionamento, a vida que se comunica... Também nos tornarmos assim, se permanecermos unidos a Cristo, Ele nos faz entrar nesta dinâmica de amor. Onde há vida verdadeira em Cristo, há abertura para o outro, não há nenhuma saída de si para chegar aos outros em nome de Cristo. E este é o trabalho do catequista: sair continuamente de si, vencer o amor-próprio, para dar testemunho de Jesus e sobre Jesus e pregar Jesus. Isto é importante porque é o Senhor: é o Senhor que nos leva a sair.

O coração do catequista sempre vive esse movimento de "sístole - diástole": a união com Jesus - o encontro com o outro. São duas coisas: eu me juntar a Jesus e ir para o encontro com os outros. Se pelo menos um desses dois movimentos já não bater, não conseguem viver. Recebe o dom do kerygma, e por sua vez, oferece um presente. Esta pequena palavra: presente. O catequista tem consciência de que recebeu um dom, o dom da fé e dá-la como um presente para os outros. E isso é lindo. É puro dom: o dom recebido é um presente enviado. E lá está o catequista, nesta intersecção de presente. É assim na própria natureza do querigma é um dom que gera missão, que sempre empurra para além de si. São Paulo disse: "O amor de Cristo nos impele", mas que "nos impele" também pode ser traduzida como "nós temos". É assim: o amor atrai e envia, leva-o a dá-lo aos outros. Nesta tensão move os corações de todos os cristãos, especialmente o coração do catequista. Todos nós perguntamos: é assim que meu coração bate: união com Jesus e de encontro com o outro? Com este movimento de "sístole e diástole"? Alimenta-se em um relacionamento com Ele, mas para trazê-lo para os outros e não sentir? Vou lhes dizer uma coisa: eu não entendo como um catequista pode permanecer estático, sem esse movimento. Eu não entendo!

3. E o terceiro elemento - três - é sempre nesta linha: começar de novo a partir de Cristo significa não ter medo de ir com ele nos subúrbios. Aqui lembro-me da história de Jonas, um número muito interessante, especialmente em nossos tempos de mudança e incerteza. Jonas era um homem piedoso, com uma vida tranquila, ordeira, e isso o leva a ter seus planos muito claros e julgar tudo e todos com esses esquemas, tão difícil. Tem tudo claro, a verdade é essa. É duro! Então, quando o Senhor o chama e diz para ele ir e pregar a Nínive, a grande cidade pagã, Jonas não se sente. Vá lá! Mas eu tenho toda a verdade aqui! Não sinto como... Nínive está fora de seus planos, fica nos arredores de seu mundo. E, em seguida, fugir, ele vai para a Espanha, ele foge, ele embarca em um navio que vai para lá. Vá ler o Livro de Jonas! É curto, mas é uma parábola muito informativa, principalmente para nós que estamos na Igreja.

O que nos ensina? Ela nos ensina a não ter medo de sair de nossos esquemas de seguir a Deus, porque Deus vai sempre mais além. Mas você sabe o porquê? Deus não tem medo!  Ele não tem medo! É sempre além dos nossos padrões! Deus não tem medo das periferias. Mas se você vai para as periferias, você vai encontrá-lo lá. Deus é sempre fiel, é criativo. Mas, por favor, não entendo um catequista, que não é criativo. E a criatividade é como o pilar do ser catequista. Deus é criativo, não é fechado, nunca é rígido. Deus não é rígido! Nos acolhe, vem até nós, nos entende. Para ser fiel, ser criativo, você tem que saber como mudar. Saber como mudar. E por que eu deveria mudar? E 'para ajustar-me às circunstâncias em que eu tenho que anunciar o Evangelho. Para ficar com Deus devo ser capaz de ir para fora, não tenha medo de ir para fora.  Um catequista sem dinamismo acaba sendo uma estátua de museu, e temos muitos! Temos tantos!Por favor, não queremos estátuas de museu!  Gostaria de saber algum de vocês querem ser estátuas de museu? Alguém tem esse desejo? [Catequistas: Não!] Não? Você tem certeza? Ok. Eu vou dizer agora o que eu já disse muitas vezes, mas é o que diz meu coração. Quando os cristãos estão presos no seu grupo, no seu movimento, em sua paróquia, em seu meio, estamos fechados e o que acontece conosco, acontece com tudo o que é fechado, e quando uma sala está fechada começa o cheiro de umidade. E se uma pessoa está trancada naquele quarto, fica doente! Quando um cristão está trancado em seu grupo na sua paróquia, em seu movimento, é fechado, fica doente. Se um cristão sai nas ruas, nas periferias, pode acontecer com ele o que acontece com uma pessoa que vai para a estrada: um acidente. Tantas vezes já vimos acidentes de trânsito. Mas eu lhes digo: Eu prefiro mil vezes uma Igreja que corre o risco de acidentes do que uma igreja doente! A Igreja, um catequista que tem a coragem de assumir o risco de ir para fora, e não de um catequista que estuda, sabe tudo, mas sempre fechado: este está doente. E às vezes a cabeça está doente...

Mas tenha cuidado! Jesus não diz: vá. Não, ele não disse isso! Jesus afirmou: Vai, Eu estou com vocês! Esta é a beleza e o que nos dá força se formos, se sairmos para anunciar o seu Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com franqueza, Ele caminha conosco, diante de nós, - o digo em espanhol - não "primerea". O Senhor sempre lá "primerea"! Até agora você já aprendeu o significado desta palavra. E a Bíblia diz isso, eu digo que sim. A Bíblia diz que o Senhor diz na Bíblia: Eu sou como a flor da amendoeira. Por quê? Porque é a primeira flor que floresce na primavera. Ele é sempre "primeiro"! Ele é o primeiro! Isso é fundamental para nós, que Deus sempre nos precede! Quando pensamos em ir embora, em uma periferia distante, e talvez tenhamos um pouco de medo, da realidade, Ele já está lá: Jesus nos espera no coração do irmão em sua carne ferida em sua vida oprimida, em sua alma sem fé. Mas você sabe que uma das periferias que me faz sentir dor, eu tinha visto na diocese que eu estava antes? Uma das crianças que não sabe nem fazer o sinal da cruz. Em Buenos Aires há muitas crianças que não sabem fazer o sinal da cruz. Esta é uma periferia! Você tem que ir lá! E Jesus está lá esperando por você, para ajudar a criança a aprender a fazer o sinal da cruz. Ele sempre nos precede.
Caros catequistas, estes são os três pontos. Sempre recomeçar a partir de Cristo! Agradeço-lhe pelo que você faz, mas principalmente porque estamos na Igreja, o Povo de Deus a caminho, porque você anda com o povo de Deus permanece com Cristo - permanecer em Cristo - tentamos ser mais e mais um com Ele; segui-lo, imitá-lo em seu movimento de amor, em seu alcance para o homem, e nós saímos, abrimos as portas, temos a audácia de traçar novos caminhos para a proclamação do Evangelho.
Que o Senhor te abençoe e Nossa Senhora vos acompanhe. Obrigado!

Maria é nossa Mãe, Maria sempre nos conduz a Jesus!
Vamos fazer uma oração para o outro, a Nossa Senhora.

Em seguida todos rezamos a Ave Maria cada um em sua língua e o Papa nos deu a Bênção.

Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo, css 

Diocese de Diamantino: Encontro de Formação para Catequistas e Crismandos na Paróquia de Nova Maringá

Nos dias 31 de Agosto e 01 de Setembro, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Nova Maringá – Diocese de Diamantino, aconteceram os Encontros de Formação para Catequistas e Crismandos que também estão recebendo formação para atuarem como Acólitos.
Ir Sarvelina, Ir Marcina e Ir Maria que conduziram e animaram os Encontros, também o Sr. Jair Angeli do SAV e do Terço dos Homens de Diamantino as acompanhou.
Ir Sarvelina ficou com os catequistas e falou sobre A pessoa de Jesus Cristo e o Catecismo da Igreja Católica. Ir Marcina e Ir Maria com os Crismandos, falaram sobre os Deveres dos Acólitos, Materiais Litúrgicos e Sacramentos.
No sábado à noite os jovens e catequistas se uniram para momento Mariano com a oração do Terço Luminoso e em seguida participaram da Santa Missa presidida pelo Pároco, Pe Claudinei do Nascimento.
No domingo após o término dos trabalhos os grupos se uniram novamente para um almoço de confraternização.


Seminário de Catequese: Catequese e Juventude enfocando o nível Crismal

Entre os dias 14 a 16 de junho de 2013 os representantes da catequese do Regional Oeste 02 estiveram reunidos em 72 pessoas estudando, refletindo e partilhando as experiências das dioceses.
Fizeram presentes juntamente com os coordenadores diocesanos 02 bispos, 08 sacerdotes e 10 religiosas. A coordenadora Maria Helena Teixeira acolheu os participantes e pediu para observar a ornamentação com os quadros de Jesus o Bom Pastor, do Papa Francisco, assim como o banner do patrono Nacional dos Catequistas: Beato José de Anchieta.
Dom Juventino fez uma retrospectiva histórica a partir de 2000 em que o regional oeste 02, tendo na 1ª fase com o Frei Faustino, refletindo sobre liturgia, rito celebrativo com foco na  Catequese Infantil; 2ª fase Catequese com adulto e os ritos com adultos; 3ª fase Iniciação à Vida Cristã; e estamos na 4ª fase Catequese com jovem – catequese do crisma. Isso exige de nós catequistas mais estudo para trabalhar com os jovens. Ressalta que precisamos estar atentos aos sinais de apelo dos jovens participando de suas orações, seus encontros e o jeito de ser dos jovens.
No primeiro dia encerramos com o momento celebrativo conduzido pela diocese de Cáceres dando ênfase ao rito da assinalação, a partilha do abraço e a leitura de Lucas 24, 13 -35.
No sábado iniciamos as atividades com a celebração eucarística presidida por Dom Juventino Kestering, e co-celebrada com Dom Derek J. C. Byme, pe. Delmiro Vieira do Nascimento Júnior e pe. Giovani Brunetto.
As atividades seguiram com a reflexão de Dom Juventino Kestering com a temática Iniciação à vida cristã na experiência da juventude. Enfocando os que buscam a catequese de crisma os que necessitam de um kerigma inicial, este trabalhou com o texto “Catequese e juventude o nível crisma”.
No período vespertino a irmã Maria HelenaTeixeira A pedagogia da catequese com a juventude, a catequese na fase crisma. A interação, corporeidade, o que interessa e o que não interessa, algumas perspectivas.
Encerramos o dia com o momento orante conduzido pela Pastoral Familiar.
No domingo iniciamos com a celebração eucarística presidida pelo pe. João Maria e co-celebrada com os padres pe. Delmiro e pe. Giovani.
Seguimos refletindo o repasse do  III Seminário de Catequese Indígena, que aconteceu entre os dias 25 a 28 de abril em Manaus, tendo com tema: “A catequese, Protagonismo Indígena e Inculturação”, conduzido pela irmã Sarvelina.
Precisamos pensar numa igreja indígena com autêntico protagonismo do Espírito e dos povos indígenas. Um dos momentos em destaque foi diálogo como exigência da Inculturação. A vida dos povos indígenas deve ser amada, valorizada e respeitada. Somente assim podemos dizer que a essência da catequese indígena é o valor da vida.
Os participantes assumiram o compromisso de repassar nas dioceses e prelazias os conteúdos abordados, bem como estudar os documentos da CNBB, preocupados em acolher e entender a juventude, bem como em  desenvolver um trabalho em sintonia entre catequese e  o setor juventude e outras pastorais.
Como avaliação destacou- se os temas trabalhados juventude e adolescentes, a noite cultural “festa junina”, participação dos padres e bispos, troca de experiência entre as dioceses e prelazias. Além da dedicação aos trabalhos de grupo e serviços: acolhida, ambiente acolhedor, lembranças e crachás personalizados, participantes atentos e receptivos as considerações.

Rosely Gomes da Silva
Secretária da Catequese do Regional Oeste 02